Escrever. Parece simples. E simples seria se as minhas referências não fossem tão boas. Ah, o problema de ler bastante! A autocrítica aumenta a cada página, a cada capítulo, a cada Machado, a cada novo Best-seller. Alguns são tão bons que dá vergonha de escrever um bilhete sequer.Mas aqui estou, escrevendo a primeira postagem do meu blog. Expondo as minhas idéias, as minhas opiniões, as minhas impressões e o meu português. E que seja bom ou ruim, mas que seja meu. Que não fuja aos meus valores e que não se deixe influenciar nem sequer pelo medo de não honrar um sobrenome tão pesado.
Tô aqui, vô Guto, com ou sem talento, “Sem o receio de quebrar a cara”, como tu me ensinou. Tu ias gostar, eu sei. E até riria dos meus erros de português. Porque tu apostavas em mim, vô! Tu vias os teus olhos nos meus, e tinha a certeza da tua eternidade. Palavras tuas que, apesar de datadas de 29.11.04, vim a ler apenas após a tua partida, em março de 2008. Sendo assim, vô, dedico esse blog a ti, que lerás não com os teus, mas com os meus olhos, que estão chorando de saudade.